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domingo, 9 de janeiro de 2011

CORRETO x COMPLETO



Buda nunca se referiu ao correto em oposição ao errado. Correto significa ser correto sem um conceito do que é correto. Correto é a tradução do sânscrito “samyak”, que significa “completo”. A completude não precisa de ajuda relativa, ou apoio de comparações; ela é auto-suficiente.
Samyak significa ver a vida como ela é, sem muletas, de maneira pura. No bar, as pessoas dizem: “quero um drink puro”. Não diluído com soda ou água; você toma ele puro. Isso é samyak. Sem diluições ou misturas — apenas um drink puro.
Buda descobriu que a vida poderia ser poderosa e deliciosa, positiva e criativa, e compreendeu que você não precisa de nenhuma invenção para misturar com ela. A vida é um drink puro — prazer puro, dor pura, pureza, cem porcento.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SAMSARA


O Buda descreveu todos os fenômenos mundanos como tendo três características: impermanência, sofrimento e não-ser. Sofremos porque imaginamos aquilo que é não-ser como sendo o ser, aquilo que é impermanente como sendo permanente, e aquilo que de um ponto de vista final é dor como sendo prazer.
A existência com essas três características é chamada “samsara”, que significa fluir continuamente, seguir em frente, de um momento para o próximo momento e de uma vida para a outra vida. Samsara não é o mundo externo real ou a própria vida, mas a maneira como os interpretamos.
Samsara é a vida como a vivemos sob a influência da ignorância, o mundo subjetivo que cada um de nós cria para si próprio. Este mundo contém bem e mal, alegria e dor, mas eles são relativos, não absolutos; podem ser definidos somente em relação uns aos outros, estão continuamente mudando para seus opostos.
Embora samsara pareça ser todo-poderosa e toda abrangente, é criada pelo nosso próprio estado mental como um mundo de sonho, e pode ser dissolvida no nada, como o despertar de um sonho. Quando alguém desperta para a realidade, mesmo por um momento, o mundo não desaparece, mas é experimentado em sua verdadeira natureza: puro, brilhante, sagrado e indestrutível.
Francesca Fremantle, em “Vazio Luminoso“ - Fonte aqui.